Ecossistema Sui

Airdrop Sui: o que saber antes de participar

A Sui não é uma rede EVM. Isso muda o que você assina, quanto paga e o formato dos golpes. Veja o que a documentação oficial diz e como avaliamos uma campanha nessa rede.

1 campanhas acompanhadas · Atualizado em 20 de out. de 2026

Campanhas em Sui

O que acompanhamos aqui

Potencial

DeepBookDEEP

A DeepBook, livro de ofertas da Sui, lançou uma temporada de pontos junto com o DeepBook Margin; nenhum airdrop para esses pontos foi anunciado.

  • Sui
Esforço
Médio
Recompensa
Pontos

Quase todo conteúdo sobre airdrop cripto parte do modelo do Ethereum: um endereço, tokens registrados como saldo dentro de um smart contract e aprovações que você pode revogar depois. A Sui funciona de outro jeito. A documentação descreve uma rede construída em torno de objetos, e recursos como o zkLogin e as transações patrocinadas mudam tanto a praticidade quanto o risco de participar de uma campanha.

Aqui você encontra a situação atual, as taxas com exemplos em reais, as ferramentas citadas em fontes oficiais, os golpes mais prováveis e o que muda para quem mora no Brasil. Se você está começando, leia antes o que é airdrop e como saber se um airdrop é confiável.

Existe airdrop da Sui acontecendo agora?

A lista de campanhas no topo da página é gerada automaticamente a partir das nossas fichas de projetos verificados. Para a Sui, ela está vazia: não temos nenhum projeto ligado à rede que possamos confirmar, com fontes primárias, como ativo, potencial ou em fase de snapshot. Isso vale para as nossas fichas, não para toda a rede.

O que não dá para fazer com responsabilidade é prometer um próximo airdrop da Sui, estimar quanto ele pagaria ou dizer quais ações on-chain contariam. Nenhuma página oficial da Sui que lemos anuncia um programa de airdrop para a rede inteira; a documentação descreve o protocolo, não um esquema de recompensas.

Nosso guia de programas de pontos explica por que pontos não são promessa de token, e a lista de airdrops potenciais mostra o que acompanhamos em outras redes.

Por que a Sui não se parece com as outras redes

A documentação do Sui Move define address como um identificador de 32 bytes usado tanto para objetos quanto para contas. A conta é quem assina a transação. Todo o resto, incluindo moedas e NFTs, é um objeto com identificador próprio. Ainda segundo a documentação, a Sui não tem um armazenamento global em que a conta guarda recursos, ao contrário do antigo modelo Diem.

Isso tem duas consequências práticas. Primeiro, cada transação declara de antemão todas as suas entradas, o que permite à rede processar em paralelo as transações que não se sobrepõem. Segundo, aquilo que a sua carteira mostra como “meus tokens” é, na verdade, um conjunto de objetos de propriedade de um endereço. O tipo de propriedade, portanto, importa para a sua segurança.

Tipos de propriedade de objetos na Sui, segundo a página oficial do modelo de objetos
TipoQuem pode usarPor que importa num airdrop
Address ownedO endereço dono (ou um objeto dono)Suas moedas e NFTs. Só a sua assinatura movimenta.
SharedQualquer pessoa, via share_objectComum em pools e livros de ofertas. Você interage, mas não é dono.
ImmutableQualquer pessoa, só leituraNão pode ser alterado, transferido nem apagado. O código publicado fica aqui.
Consensus-address owned (party)Um endereço, com ordenação por consensoFunciona como objeto próprio, mas é ordenado de outro jeito.
WrappedDentro de outro objetoSó aparece como objeto separado depois de ser extraído.

Diferente de uma rede EVM, a documentação descreve os tokens como objetos que você possui, e não como saldo dentro do contrato de outra pessoa. A aprovação ilimitada no estilo ERC-20 não faz parte do modelo descrito. Isso não torna a Sui segura por padrão: uma transação maliciosa ainda pode pedir a transferência dos seus objetos,. Na nossa leitura, o risco sai das “aprovações que duram para sempre” e vai para “uma única transação que leva muita coisa de uma vez”.

Taxa de gas na Sui: a fórmula e a conta em reais

A página oficial sobre gas entrega uma estrutura, não um preço “típico”. A taxa total é igual às unidades de computação vezes o preço de referência do gas, mais as unidades de armazenamento vezes o preço do armazenamento, menos um eventual reembolso de armazenamento (storage rebate). A computação é cobrada em faixas, de no mínimo 1.000 até no máximo 5.000.000 unidades; acima disso, a transação é abortada. Cada byte armazenado conta como 100 unidades de armazenamento, e parte da taxa de armazenamento é reembolsável (inicialmente 99%), então apagar dados armazenados pode devolver valor.

Os validadores definem o preço de referência a cada troca de epoch, e a maioria das transações paga só esse preço. O orçamento de gas precisa ser de pelo menos 2.000 MIST e no máximo 50 bilhões de MIST (50 SUI). Segundo a documentação, uma transação que falha ainda consome parte do orçamento. Os exemplos oficiais vão de cerca de 475.000 MIST líquidos, para uma pequena gravação seguida de exclusão, até 7.400.000 MIST, para uma gravação de 120 bytes. Com 1 SUI = 1.000.000.000 MIST, como os números indicam, tudo fica bem abaixo de um centésimo de SUI.

Exemplos em reais que você mesmo pode refazer

Não escrevemos uma cotação do SUI em reais aqui, porque ela estaria errada no dia seguinte. A proporção, porém, é pura aritmética. O exemplo mais caro da tabela oficial, 7.400.000 MIST, equivale a 0,0074 SUI. Daí sai:

  • Para cada R$ 1 de cotação do SUI, essa transação de exemplo custa R$ 0,0074, ou seja, menos de um centavo.
  • Ela só chega a um centavo com o SUI acima de cerca de R$ 1,35 (0,01 dividido por 0,0074) e a R$ 1 inteiro com o SUI acima de cerca de R$ 135.
  • O orçamento máximo de 50 SUI é um teto que você autoriza, não uma taxa normal. Se a carteira mostrar um orçamento perto disso para uma ação simples, cancele e investigue.

Calculadora de taxa pela fórmula da documentação da Sui

Os valores iniciais repetem a primeira linha de exemplo da tabela oficial (10 bytes armazenados). Mude os campos para ver como cada parte mexe no total. A cotação em reais fica por sua conta.

Para quem faz farming de airdrop, a lição é esta: a taxa por transação é pequena, mas cresce com o volume de dados e com o número de ações. Nosso guia de farming de airdrop aprofunda essa conta.

zkLogin e gas patrocinado: dois recursos que mudam o risco

zkLogin

O zkLogin permite controlar um endereço Sui a partir de um login OAuth que você já tem, como uma conta Google. De acordo com a documentação, não há seed phrase (frase-semente) nem chave privada permanente: o app cria uma chave efêmera de curta duração, e uma prova de conhecimento zero, montada a partir do token OAuth e de um “salt” exclusivo do usuário, autoriza as transações.

Perder o salt significa perder o acesso ao endereço. E, principalmente, um endereço zkLogin liga a sua atividade a uma identidade que você usa no dia a dia, sem a separação que uma carteira dedicada oferece. Nosso guia de carteira burner mostra outra abordagem.

Transações patrocinadas

Numa transação patrocinada, o usuário é o remetente e o patrocinador paga o gas; os dois assinam a transação completa. A documentação alerta para conflitos de objetos, censura por parte do patrocinador e abusos. Um claim “sem gas” pode ser legítimo, mas você continua assinando uma transação: leia a tela da carteira mesmo quando não paga nada.

Carteiras, exploradores e bridges citados por fontes oficiais

Listamos apenas ferramentas mencionadas na documentação da Sui ou no sui.io. A menção aponta para o diretório oficial e não é recomendação de produto.

Carteiras
A página de primeiros passos do sui.io lista, entre outras, Slush, Suiet, Nightly, Backpack, OKX, Bitget Wallet e carteiras de hardware como Ledger e Keystone. Não temos como ranqueá-las por segurança.
Exploradores
A documentação da Sui indica o SuiVision e o SuiScan para consultar contas, objetos e transações.
Bridges
O mesmo diretório cita a Sui Bridge, apresentada como a bridge nativa para o Ethereum, e a Portal Bridge, que passa pelo Wormhole.

Abra esses sites sempre a partir da documentação oficial ou digitando o endereço. A bridge é o ponto que pede mais confiança, porque você manda fundos para ela.

Golpes que combinam com o jeito da Sui

A documentação não cataloga golpes. Esta lista é a nossa análise editorial de como padrões conhecidos se encaixam no desenho da rede, e não um relato de casos específicos.

  1. Objetos que chegam sem você pedir. Como tokens e NFTs são objetos que podem ser enviados para qualquer endereço, um desconhecido pode colocar algo na sua conta. Trate todo objeto inesperado como isca e não entre no site para onde ele aponta.
  2. Pedidos de assinatura do tipo drainer. Drainer é um script que esvazia a carteira depois de uma assinatura. Uma única assinatura pode transferir vários objetos de uma vez: confira a quantidade e o tipo na tela.
  3. Bridges falsas. Pelo diretório da Sui, a bridge nativa fica em bridge.sui.io. Anúncios no buscador e posts em redes sociais podem imitá-la.
  4. Páginas de “verifique sua carteira” com login social. Com o zkLogin, uma tela OAuth falsa parece convincente. Comece sempre pelo app que você já usa, nunca por um link recebido em mensagem.
  5. Falso suporte no WhatsApp ou no Telegram. Supostos administradores chamam você no privado, oferecem “ajuda para resgatar” e no fim pedem a frase-semente, um Pix de “taxa de liberação” ou mandam um link. Equipes de verdade não começam conversa por mensagem privada.
  6. Pedidos de frase-semente. Nenhum claim legítimo precisa das suas 12 palavras. As regras gerais estão no nosso guia de golpes de airdrop.

O que muda para quem está no Brasil

Para usar a Sui você quase sempre precisa de um pouco de SUI para o gas. Em geral, isso significa comprar numa exchange, muitas vezes pagando via Pix, e sacar para a sua própria carteira. É nesses passos que as regras brasileiras entram em jogo.

  • Regulação das exchanges. O Banco Central publicou em 10 de novembro de 2025 as Resoluções BCB nº 519, 520 e 521. A 520 disciplina a constituição e o funcionamento das sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais e entrou em vigor em 2 de fevereiro de 2026. Pelo texto, empresas que já operavam nessa data devem pedir autorização em até 270 dias contados da entrada em vigor. Isso diz respeito à empresa que vende o SUI, não a um projeto de airdrop na rede.
  • Autocustódia com aviso. A mesma resolução determina que, se o cliente optar pela autocustódia, a prestadora deve esclarecer as medidas de segurança necessárias e os riscos dessa forma de guarda. Ou seja: ao sacar para a sua carteira, a responsabilidade pela frase-semente passa a ser sua.
  • Rede certa no saque. Ao sacar, escolha a rede Sui e um endereço Sui como destino. Errar a rede costuma ser irreversível, e nenhum suporte “recupera” fundos mediante pagamento.
  • Imposto de renda. Segundo o Perguntas e Respostas IRPF 2026 da Receita Federal, criptoativos vão na ficha Bens e Direitos, Grupo 08, pelo valor de aquisição, quando cada tipo soma R$ 5.000 ou mais; moedas nativas como o SUI entram, em regra, no código 02, de altcoins, com tipo, quantidade e onde estão custodiadas (empresa com CNPJ ou custódia própria). Em vendas por instituições no Brasil, o ganho é isento se o total alienado no mês não passar de R$ 35.000; acima disso, paga-se pelo código 4600 até o último dia útil do mês seguinte, e trocar uma cripto por outra também conta como alienação. O material não fala de airdrops; nosso guia sobre imposto sobre airdrop lista as perguntas para levar ao contador.

O que checamos primeiro

Nossa ordem de trabalho, que é prática editorial e não procedimento oficial:

Antes de entrar numa campanha na Sui

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Você pode registrar suas ações no nosso rastreador de airdrops, e a página de ecossistemas compara a Sui com as outras redes. Para outra blockchain baseada em Move, veja a página da Aptos.

Fontes primárias

Fontes verificadas em 20 de out. de 2026. Os links levam às páginas oficiais dos projetos, não a resumos de outros sites.

Perguntas frequentes

Tem airdrop da Sui acontecendo agora?

Não acompanhamos nenhuma campanha ativa e verificada na Sui. Nossa base não tem projeto da rede marcado como ativo, potencial ou em fase de snapshot. Se um site ou grupo anunciar um novo airdrop da Sui, trate como não confirmado até a informação aparecer em um canal oficial da Sui ou do próprio projeto, com regras publicadas.

Preciso ter SUI para usar a rede?

Em geral, sim, porque a taxa de gas é paga em SUI. A documentação oficial também descreve transações patrocinadas, em que um aplicativo paga o gas no seu lugar, então alguns apps funcionam sem saldo em SUI. Mesmo assim, quem assina é você, e por isso continua valendo ler com atenção tudo o que a carteira mostra antes de confirmar.

Quanto custa uma transação na Sui em reais?

A documentação não informa valores em reais. O exemplo mais caro da tabela oficial de gas equivale a 0,0074 SUI. Multiplique esse número pela cotação do SUI que aparece no seu app: com o SUI a R$ 10, por exemplo, seriam R$ 0,074. A calculadora desta página faz a conta, mas o resultado só é tão bom quanto a cotação digitada.

Airdrop recebido na Sui entra no imposto de renda?

O material Perguntas e Respostas IRPF 2026 da Receita não trata de airdrops especificamente. Ele manda declarar criptoativos na ficha Bens e Direitos, Grupo 08, quando o valor de aquisição de cada tipo chega a R$ 5.000, e explica a isenção de vendas de até R$ 35.000 por mês em instituições no Brasil. Para um caso concreto, fale com um contador.

Escrito pela Equipe editorial do airdrop.promo. Veja como verificamos (EN). Conteúdo educativo, não é recomendação financeira.